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Umbanda limpa!!!






O culto aos òrìsà é uma religião natural, tem como base as forças da natureza divinizadas  transformadas em egrégoras de pensamentos, sentimentos e espíritos afins. Como por exemplo:
  • Ogun no plano mental é a guerra, o trabalho,  a luta diária, o suor; Mente elemento AR.
  • No plano emocional é a vitória, a conquista; Emoções elemento ÁGUA.
  • No plano espiritual é um conjunto de espíritos divinizados que se atraem por sua afinidade enegética; Espírito elemento Fogo.
  • No plano físico Ogun são os caminhos, estradas, ferrovias; Plano físico elemento TERRA.

Ou seja a parte visível do culto é a natureza. O mar, a cachoeira, as matas, a terra, o ar... Seguindo esta linha de raciocínio, cultuamos partes de Eledunmare (DEUS) internamente em nossos sentimentos (okan), nos pensamentos da nossa mente (ori) e em nosso espírito. E cultuamos Eledunmare externamente através da grande Mãe natureza.

Imagine a lei de DAR E RECEBER, se você dá vida e respeito, você os receberá de volta.








Se dermos morte, sujeira e destruição...?

Completando o raciocínio apresento o texto de Ricardo Barreira – 15/07/2011

  Umbanda ecosófica
Calma, não estou fundando nenhuma outra religião ou ramificação da Umbanda, estou falando da boa e velha Umbanda que conhecemos, e quando eu digo “ecosófica”, estou apenas explorando um neologismo para chamar sua atenção para o artigo. A verdade é essa.
O fato é que este termo, que vem da palavra “ecosofia” e foi criado muito provavelmente pelo norueguês Arne Naess, conhecido como o pai da ecologia profunda, reflete muito bem os conceitos que, acredito eu, estão enraizados na Umbanda.
Como o próprio nome revela, ecosofia é a junção das palavras ecologia e filosofia, ou seja, quando o tio Arne usou esta palavra ele referia-se a um novo modo de vida, e é aí que eu queria chegar com estes três parágrafos introdutórios: a Umbanda é Ecosófica!
Para os umbandistas a natureza é sagrada, sempre foi, pois nela que está à própria manifestação de Deus. Cada ponto da natureza representa a força de um Orixá, dessa forma, os mares estão para Yemanjá, às pedreiras para Xangô, as matas para Oxóssi, e assim por diante.

O homem é tão parte da natureza como os rios, as folhas, o vento, os outros animais não humanos, etc. A relação do homem com a natureza deve transcender o respeito, com o homem se colocando tão parte deste cenário natural como o sol, por exemplo.
Ecosofia não depende de religião, mas é fato que pela ligação da Umbanda com a natureza, este conceito é muito presente na vida deste pessoal que veste branco e bate tambor. Aliás, bate-se tambor até por isso. É que os atabaques são usados para evocar as energias destes campos sagrados – rios, matas, mares, cachoeiras, mangues, etc. – para dentro dos templos.
Para finalizar, coloco aqui uma frase de um dos mentores espirituais da Aldeia que reflete muito bem esta tal de ecosofia: “Quando o homem conseguir sentir-se tão parte da natureza como uma pedra ou como um rio, aí então ele encontrou o sagrado” (Pai Tupiniquim).
 
Como fazer oferendas com folhas e frutas de forma limpa eficiente e que agrade aos ancestrais para um resultado em sua vida positiva e harmoniosamente? http://umbandamagia.blogspot.com.br/2012/01/oferendas-aos-orisas-e-ancestrais-as.html

O raciocínio segue uma ideia lógica no texto a seguir:
http://umbandamagia.blogspot.com.br/2011/11/orisa-educacao-e-limpeza.html

Comentários

As fotos são para esclarecer como se fazer a oferenda sem alguidares, louças e pratos, usando as folhas como recipiente.